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publicado em 22/03/2017

PALESTRA - DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Palestrante: Dra. Fabiana – Psicóloga
Profª: Luciana – Diretora Pedagógica do colégio Kareluxe

1) O que é dificuldade de aprendizagem?

A dificuldade de aprendizagem está relacionada aos problemas que não decorrem de causas educativas, ou seja, aquelas instâncias em que, mesmo após uma mudança na abordagem educacional do professor, o aluno continua apresentando os mesmos sintomas. Isso aponta para a necessidade de uma investigação mais aprofundada, que determinará quais são as causas da dificuldade em questão.

As dificuldades de aprendizagem podem ter causas extra escolares: orgânicas (lesão, doenças), emocionais (neuroses, psicoses), culturais (falta de estímulos, econômica), intelectuais (atraso intectual etc). Específicos (disgrafia)

2) Alguns exemplos de dificuldades?

Dislexia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio apresentam, tipicamente, uma dificuldade de leitura. É muito comum, apresentando mais de 2 milhões de casos relatados por ano no Brasil.

Disgrafia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio apresentam dificuldade na escrita. Isso inclui, principalmente, erros de ortografia, como trocar, omitir, acrescentar ou inverter letras.

Discalculia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio são afetados, principalmente, em sua relação com a matemática. Portanto, os sinais envolvem dificuldade em organizar, classificar e realizar operações com números.

Dislalia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio demonstram dificuldades na fala. Eles podem ter alterações da formação normal dos órgãos fonadores, dificultando a produção de certos sons da língua.

Disortografia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio geralmente também são afetados pela dislexia. Embora também esteja relacionado à linguagem escrita, é mais amplo do que a disgrafia. Pode envolver desde a falta de vontade de escrever até a dificuldade em concatenar orações.

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): Os alunos que enfrentam esse distúrbio apresentam baixa concentração, inquietude e impulsividade. Foi constatado que uma das causas do TDAH é genética, e que há implicações neurológicas. O TDAH já é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um transtorno legítimo.

3) Como diagnosticar?

Para a identificação de alguma possível dificuldade de aprendizagem, o papel do professor é fundamental. Afinal, ele tem contato diário e próximo com o aluno, além de ter fácil acesso aos grupos que o cercam — família, amigos e outros professores. A rotina da escola também é muito propícia para identificar queixas dos alunos que podem apontar (ou não) para casos de dificuldade de aprendizagem.

Porém, antes de lançar qualquer possibilidade de diagnóstico, é preciso que o aluno passe uma avaliação especializada com profissionais da área de saúde.
Esta é uma medida indispensável, pois a realização de avaliações superficiais tem causado um aumento no número de crianças e adolescentes que são desnecessariamente submetidos a tratamentos medicamentosos.

A avaliação pode ser conduzida por uma equipe multidisciplinar, para garantir uma visão mais holística do aluno. A equipe inclui médicos, especialmente neurologistas, além de psiquiatras, psicólogos, psicopedagogos e, até mesmo, fonoaudiólogos. Cada um dos profissionais terá uma perspectiva a agregar na avaliação, evitando a miopia de atribuir o problema a uma causa única.

4) Qual o papel da escola?
Em primeiro lugar, a escola deve compreender que os alunos com dificuldade de aprendizagem não são incapazes de aprender. É papel da escola, portanto, quebrar certos rótulos e paradigmas de que um aluno com dificuldade de aprendizagem é “deficiente” ou “fraco”.

Também é seu papel promover maior integração do aluno com o restante da comunidade escolar. Vale a pena reforçar que, se a integração não ocorre, o próprio isolamento pode dar margem a uma queda no desempenho do aluno; não por causa das dificuldades em si, mas devido à desmotivação e frustração com a vida escolar.

Finalmente, também é papel da escola, por meio da figura do professor, adaptar a metodologia de ensino para ajudar o aluno. Não estamos falando apenas de adotar práticas ou instrumentos para contornar as dificuldades de aprendizagem. Na realidade, é mais necessário buscar a dinamicidade e inovação na sala de aula, integrando atividades lúdicas por meio do processo de gamificação e adotando ferramentas tecnológicas de apoio ao ensino. O objetivo é estimular o aluno, de uma forma despretensiosa, a desafiar sua concepção sobre as próprias limitações.

5) Quais modalidades de atendimento são essenciais para alunos com dificuldade de aprendizagem?

O aluno que apresenta alguma dificuldade de aprendizagem se beneficiará de um acompanhamento regular com a mesma equipe responsável pelo seu diagnóstico.
Os tipos de serviço que devem ser disponibilizados ao aluno vão variar de acordo com a dificuldade apresentada. De maneira geral, os principais serviços que trarão ao aluno uma melhoria na qualidade de sua vida escolar, bem como em seu desempenho, são:
– Consultas com neurologista e psiquiatra, para realização de exames;
– Sessões de terapia com psicólogo;
– Sessões de aconselhamento com pedagogo ou psicopedagogo;
– Sessões de fonoaudiologia, especificamente no caso da dislalia;
– Realização de atividades educativas extraclasse com professores de Português ou Matemática, conforme a dificuldade de aprendizagem.

6) Por que a criança não consegue estudar?

As causas podem ser muitas. Em primeiro lugar é preciso verificar se o problema deriva de alguma coisa imediata, como a demora de uma viagem, um jogo ou um encontro muito desejado.  Ou se algo sério está acontecendo a seu redor ou dentro de si, . (uma doença grave na família, brigas constantes, não se sentir amado, morte de um ente querido, separação) neste caso o estudo torna se automaticamente secundário. Problemas visivos (modo de ver) também podem influenciar. Faz se necessário uma visita ao oculista para avaliar os espasmos nos músculos, a falta de senso de profundidade e o sinistrismo em nível visivo.

7) Como lidar com a criança que não consegue estudar?

Se for por motivos imediatos – não vale a pena se preocupar em demasia. Basta um diálogo esclarecedor para que a criança recupere a concentração.
Em relação a criança com problemas psicoafetivos, é importante conversar com a criança sobre seus problemas e esclarecer as suas duvidas, escuta las, dar carinho sem exageros, segurança, incentiva las à pratica de um esporte em que possam descarregar as tensões psiconervosas.

Importante: Unifesp faz avaliação gratuita, porém a fila de espera é de até dois anos.

Luciana Nunes Freitas
Diretora Pedagógica
Colégio Adolfo Wessel Kareluxe

Fonte: appprova.com.br/2016/08/09/dificuldade-de-aprendizagem
Aprendizagem, editora Ave Maria, 2ª edição 
Curso Sieesp sobre dificuldades de aprendizagem profª Fabiola




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